Originalidade intelectual e Referências bibliográficas
Do blog agora terminado, Diário de um Tosco.
Acabei de resolver que vou manter um diário. Sei lá, deu vontade. Daí eu vou escrevendo as coisas que acontecem comigo e tal. Nada muito rígido, formal ou mesmo verdadeiro. Tudo pela “arte literária”, como já disse alguém aí. Na verdade não sei se alguém já disse isso. Talvez sim, talvez não. Mas foda-se também, se ninguém disse isso antes eu estou dizendo agora. Anote aí pra referência: Tosco, 2003.
Viagem esse negócio de citar as pessoas. De vez em quando viajo que quase tudo já foi dito, escrito ou pensado. Se for mais ou menos assim, esse negócio de citar o neguinho que escreveu alguma coisa meio que perde o sentido. Até que no meio científico e tal acho que rola de saber quem teve tal idéia primeiro e coisa do gênero, mas em termos de textos sobre o cotidiano humano fica foda de saber quem disse o quê e quando. Tipo engraçado essa parada de dar crédito pra um cara só porque ele disse alguma coisa primeiro que outro neguinho. Parece que as idéias têm donos, isso é muita viagem. Ah, e isso é idéia minha! E tem mais: parece que não se pode ter a mesma idéia duas vezes. Tipo, finge que um neguinho chega à conclusão de que, sei lá, deixa eu pensar qualquer merda... neguinho chega à conclusão de que as mulheres que não dão, voam. Que bosta! Então, daí finge que outro neguinho lá no raio que os parta fica doidão e começa a divagar sobre a vida sexual das mulheres. Daí esse segundo camarada vai viajando e tal, viajando, vida sexual das mulheres, viajando, mulheres, vida sexual, viajando. Depois de muito pensar esse cara chega a uma conclusão brilhante: as mulheres que não dão, voam. Pra ele essa era uma puta de uma idéia original.
Esse segundo camarada vai então e escreve um texto argumentativo no jornal local de sua cidade colocando sua idéia ao falar que todas mulheres que não liberam estão voando pelos céus de nosso Brasil e etc etc. Ele desenvolve um artigo brilhante, cheio de exemplos claros e reais de sua esplêndida teoria. Publica isso num jornaleco que é lido por meia-dúzia de gatos pingados da sua cidade. Aí, vai que sem querer, a porra do artigo chega nas mãos de um outro camarada que já tinha lido, há dois anos atrás, o artigo do primeiro neguinho lá. Que bosta!
Daí esse filho da puta vai e coloca a boca no trombone. Escreve um outro artigo num jornal e diz que o segundo camarada é um pilantra, um folgado e um copião. Fudeu pro segundo neguinho. Dentro de pouco tempo todo mundo fica sabendo da parada, inclusive o primeiro Zé que teve a brilhante idéia primeiro. Talvez esse primeiro camarada não esteja nem aí pra parada e fique desencanado, tipo foda-se pro segundo neguinho. O cara sabe que teve a idéia primeiro e não tá nem aí se o outro pensou a mesma coisa ou se copiou, azar.
Mas dinheiro é dinheiro. E vice-versa. Aí vai que neguinho da editora que publicou o primeiro texto fica sabendo da parada. Daí já era, vai querer ganhar uns trocados às custas do segundo Zézão. A tal da editora vai e processa o cara porque ele copiou o primeiro e não deu crédito a ele. Fudeu tudo! Daí é aquela complicação: advogado, juiz, conciliação, blá blá blá. Deu merda! O coitado do neguinho nem nunca tinha ouvido falar do primeiro cara e se fudeu mesmo assim. Que bosta! Por isso que é foda ficar escrevendo altas coisas... Vai que um dia algum filho de uma puta já teve essa porra dessa mesma idéia que eu. Vou me fuder!
Então, acho que não vou escrever diário é coisa nenhuma. Esse negócio de diário pode dar complicação demais. Imagina que viagem seria se algum idiota já tivesse escrito uma estória tipo essa que eu acabei de contar. Digamos que ele tivesse publicado em algum lugar e me processasse por causa disso. Que viagem! Isso sim seria uma puta de uma viagem! Um nego processa o outro porque escreveu algo que o outro já tinha escrito. E o que o primeiro tinha escrito era um texto que contava de um camarada que processava outro porque ele tinha escrito a mesma coisa que o primeiro. Maió circularidade. Bem, que me processe então, esse filho da puta! Na verdade eu escrevi esse texto bem antes dele e só quero ver esse bosta provar que escreveu antes de mim. Prove aí, ô filho de uma puta!
Ah, e tem mais uma: quero ver quem vai ser o escroto que vai ter a coragem de escrever um texto sobre esse mesmo assunto daqui pra frente. Se escrever, fio, pode saber que vou te processar, seu merda! Essa idéia é minha, eu vi primeiro e ninguém tasca. Que bosta, não era isso que eu tava falando que era ridículo no início? Que viagem, pensando bem essa parada de ser copiado não me agrada muito. Acho que tem que processar mesmo esses caras que copiam a idéia dos outros e não dão nenhuma satisfação. Cambada de nego folgado!
Putz, agora que já analisei os dois lados da moeda fiquei na maió neura de publicar esse texto horroroso e algum boçal qualquer vier me dizer daqui a não sei quantos anos que já escreveu essa mesma asneira antes. Olha só, já tô avisando: tive essa idéia agora, na hora que vim escrever meu diário e nunca vi texto nenhum com essas paradas, se você já escreveu algo do gênero nem adianta vir me processar. Inventei agora. Olha lá, hein. Ô seu juiz, fica esperto aí.
Acabei de resolver que vou manter um diário. Sei lá, deu vontade. Daí eu vou escrevendo as coisas que acontecem comigo e tal. Nada muito rígido, formal ou mesmo verdadeiro. Tudo pela “arte literária”, como já disse alguém aí. Na verdade não sei se alguém já disse isso. Talvez sim, talvez não. Mas foda-se também, se ninguém disse isso antes eu estou dizendo agora. Anote aí pra referência: Tosco, 2003.
Viagem esse negócio de citar as pessoas. De vez em quando viajo que quase tudo já foi dito, escrito ou pensado. Se for mais ou menos assim, esse negócio de citar o neguinho que escreveu alguma coisa meio que perde o sentido. Até que no meio científico e tal acho que rola de saber quem teve tal idéia primeiro e coisa do gênero, mas em termos de textos sobre o cotidiano humano fica foda de saber quem disse o quê e quando. Tipo engraçado essa parada de dar crédito pra um cara só porque ele disse alguma coisa primeiro que outro neguinho. Parece que as idéias têm donos, isso é muita viagem. Ah, e isso é idéia minha! E tem mais: parece que não se pode ter a mesma idéia duas vezes. Tipo, finge que um neguinho chega à conclusão de que, sei lá, deixa eu pensar qualquer merda... neguinho chega à conclusão de que as mulheres que não dão, voam. Que bosta! Então, daí finge que outro neguinho lá no raio que os parta fica doidão e começa a divagar sobre a vida sexual das mulheres. Daí esse segundo camarada vai viajando e tal, viajando, vida sexual das mulheres, viajando, mulheres, vida sexual, viajando. Depois de muito pensar esse cara chega a uma conclusão brilhante: as mulheres que não dão, voam. Pra ele essa era uma puta de uma idéia original.
Esse segundo camarada vai então e escreve um texto argumentativo no jornal local de sua cidade colocando sua idéia ao falar que todas mulheres que não liberam estão voando pelos céus de nosso Brasil e etc etc. Ele desenvolve um artigo brilhante, cheio de exemplos claros e reais de sua esplêndida teoria. Publica isso num jornaleco que é lido por meia-dúzia de gatos pingados da sua cidade. Aí, vai que sem querer, a porra do artigo chega nas mãos de um outro camarada que já tinha lido, há dois anos atrás, o artigo do primeiro neguinho lá. Que bosta!
Daí esse filho da puta vai e coloca a boca no trombone. Escreve um outro artigo num jornal e diz que o segundo camarada é um pilantra, um folgado e um copião. Fudeu pro segundo neguinho. Dentro de pouco tempo todo mundo fica sabendo da parada, inclusive o primeiro Zé que teve a brilhante idéia primeiro. Talvez esse primeiro camarada não esteja nem aí pra parada e fique desencanado, tipo foda-se pro segundo neguinho. O cara sabe que teve a idéia primeiro e não tá nem aí se o outro pensou a mesma coisa ou se copiou, azar.
Mas dinheiro é dinheiro. E vice-versa. Aí vai que neguinho da editora que publicou o primeiro texto fica sabendo da parada. Daí já era, vai querer ganhar uns trocados às custas do segundo Zézão. A tal da editora vai e processa o cara porque ele copiou o primeiro e não deu crédito a ele. Fudeu tudo! Daí é aquela complicação: advogado, juiz, conciliação, blá blá blá. Deu merda! O coitado do neguinho nem nunca tinha ouvido falar do primeiro cara e se fudeu mesmo assim. Que bosta! Por isso que é foda ficar escrevendo altas coisas... Vai que um dia algum filho de uma puta já teve essa porra dessa mesma idéia que eu. Vou me fuder!
Então, acho que não vou escrever diário é coisa nenhuma. Esse negócio de diário pode dar complicação demais. Imagina que viagem seria se algum idiota já tivesse escrito uma estória tipo essa que eu acabei de contar. Digamos que ele tivesse publicado em algum lugar e me processasse por causa disso. Que viagem! Isso sim seria uma puta de uma viagem! Um nego processa o outro porque escreveu algo que o outro já tinha escrito. E o que o primeiro tinha escrito era um texto que contava de um camarada que processava outro porque ele tinha escrito a mesma coisa que o primeiro. Maió circularidade. Bem, que me processe então, esse filho da puta! Na verdade eu escrevi esse texto bem antes dele e só quero ver esse bosta provar que escreveu antes de mim. Prove aí, ô filho de uma puta!
Ah, e tem mais uma: quero ver quem vai ser o escroto que vai ter a coragem de escrever um texto sobre esse mesmo assunto daqui pra frente. Se escrever, fio, pode saber que vou te processar, seu merda! Essa idéia é minha, eu vi primeiro e ninguém tasca. Que bosta, não era isso que eu tava falando que era ridículo no início? Que viagem, pensando bem essa parada de ser copiado não me agrada muito. Acho que tem que processar mesmo esses caras que copiam a idéia dos outros e não dão nenhuma satisfação. Cambada de nego folgado!
Putz, agora que já analisei os dois lados da moeda fiquei na maió neura de publicar esse texto horroroso e algum boçal qualquer vier me dizer daqui a não sei quantos anos que já escreveu essa mesma asneira antes. Olha só, já tô avisando: tive essa idéia agora, na hora que vim escrever meu diário e nunca vi texto nenhum com essas paradas, se você já escreveu algo do gênero nem adianta vir me processar. Inventei agora. Olha lá, hein. Ô seu juiz, fica esperto aí.
Marcadores: tosco
